
Uma vez mais, hoje (como noutras vezes) deixei-me entregar pelas lágrimas de uma mulher em plena praça do Saldanha. Primeiro não liguei, depois retrocedi e voltei atrás. Não me perguntem porquê. Já o fiz várias vezes, já me entreguei parcial e totalmente. Já me envolvi ao ponto de compremeter igualmente pessoas influentes e amigas... Enfim, um rol de viagens "carrosselianas" em que compro todos os bilhetes para ajudar o feirante, sem sequer conhecer a localização da feira.
Éramos 3 amigas, cada uma acabou por num segundo intuititavemente dar o que tinha na carteira e não eram moedas. Como sempre faço, fiquei com nome, contacto, registei a história.
Acabam de me ligar. O nome não consta daquela instituição hospitalar, não há nenhum Dr Falcão e provavelmente a senhora até está óptima de sáude física. Mental? Talvez não.
Eu cá, vou continuar a acreditar que estou certa. Ou nem por isso.
Acontece a toda a gente. Deixamo-nos tocar pela imagem do desespero, muitas vezes, traduzido em lágrimas.
ResponderEliminarDesde Outubro ando num processo doloroso de "criar calo" a estas situações. Não tem sido fácil e já perdi muitas horas de sono a tentar resolver problemas, na maior parte das vezes, sentindo-me impotente e com vontade de voltar à minha vida de "antes".
Mas já não é possível.
Se me é permitida uma sugestão, é mais proveitoso encaminhar as ajudas para instituições sérias (que as há!) e quando surge um caso desses informar as pessoas de onde podem ser ajudadas. As que precisam realmente aparecem... as outras não se dão a esse trabalho.
Cecil... esta minha historia já é velha... (como bem sabe). Vamos ver se ganho algum juízo..! beijinhos!
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