quarta-feira, 29 de julho de 2009

Penso eu....!



Cada um tem a sua leitura e interpretação dos factos... a cada um lhe é dado o direito de sentir o que bem quiser... a cada um é dada a liberdade de expressão... de escolha...

Cá para mim, uma martelada na cabeça é sempre uma martelada na cabeça. Dói e deve na minha perspectiva ser considerada uma agressão. Logo, o outro um agressor. E por fim, significa isto que nos devemos afastar de quem nos agride (mesmo que esta agressão seja envolta em mensagens emocionalmente vinculativas).

É só.

Os agressores à nossa volta, só diminuirão quando nós definirmos os nossos limites. Penso eu.

terça-feira, 21 de julho de 2009

Lua crescente


Nunca é demais saber, apesar de estarmos na lua nova é aqui que me sinto. Tem graça...

"A lua, que muda de fase constantemente, representa a ciclicidade da natureza e a renovação contínua a qual todos estamos sujeitos. Ela também representa as emoções e nossos humores que são regidos por esse astro. Usar um crescente nos cabelos simboliza que Shiva está além das emoções. Ele não é mais manipulado por seus humores como são os humanos, ele está acima das variações e mudanças, ou melhor, ele não se importa com as mudanças pois sabe que elas fazem parte do mundo manifesto. Os mestres que se iluminaram afirmam que as transformações pelas quais passamos durante a vida (nascimento e morte, o final de uma relação, mudança de emprego, etc.) não afectam nosso ser verdadeiro e, portanto, não deveríamos nos preocupar tanto com elas."

segunda-feira, 20 de julho de 2009

Deixar entrar o amor...



Esta é a minha filha este fim de semana. A sua felicidade e alegria transbordam por todo lado... e claro, um pai atento que apanha o segundo exacto para fixar este momento.

Hoje, através da minha princesa, escrevo para menina que será adoptada e fará parte do nosso circuito de amigos e crianças. Escrevo pelas pessoas que têm a coragem de adoptar uma criança numa fase da vida em que tendencialmente não assumimos riscos. Escrevo pelas mulheres que foram mães a tempo inteiro que perderam a dezena profissional das suas vidas. E que vivem bem com isso. Escrevo pela minha outra menina que já partiu, mas que todos os dias permite que sintamos o seu amor. Escrevo pelas mulheres que ainda não conhecem a maternidade e que a vida as mantém assim. Escrevo porque nestes 4 anos nem sempre usufruí do privilégio de ser mãe com a naturalidade devida... Sinto mesmo, que escrevo porque a maternidade deixou entrar o amor em mim... E isso faz-me feliz.

Que sejas bemvinda e muito amada, Biana.

quinta-feira, 16 de julho de 2009

Fechar os olhos...



Estava à procura de imagens que me lembrassem a palavra "confronto" quando me surgiu esta fotografia. Fiquei atenta, focada, a tentar compreender o motivo da fotografia. A escrita fugia-me para a minha necessidade de continuar a confrontar o que me parece rídiculo, desintiligente e até ofensivo por vezes no ser humano. O reforço desta necessidade intrínseca de acharmos sempre que somos mais espertos que os outros, que não necessitamos de ninguém e que o meu interesse prevalece sobre o outro.

Provavelmente vou morrer velhinha com este tema na cabeça, mas sofro de uma tremenda dificuldade de adaptação ao "yesman" ou mesmo ao "follow the leader". Isto significa apenas, que deixámos algures nesta relação, de pensar e pior, de sermos nós próprios. Com toda a coerência que isso exige.

Volto a esta imagem. Quantas vezes por dia na vida, olhamos para o nosso espelho interior e em jeito de acerto de contas, a imagem reflectida nos mostra o que sabemos lá estar mas não deixamos ver?

Fecha os olhos. Ou então abre-os naturalmente e olha de frente para ti. Ajuda, se o fizeres igualmente para os outros.

segunda-feira, 13 de julho de 2009

Thoughts



O mais estranho é que nos dias que correm já ninguém dá valor a coisa nenhuma. Até ao dia, em que precisamos de recorrer e pedir um milagre...

quarta-feira, 8 de julho de 2009

QUANDO OS ANJOS SE TRANSFORMAM EM DEMÓNIOS



Este texto não é escrito por mim, mas hoje tinha de ter lugar neste blog. Para ti minha amiga.

"Hoje perdi um anjo…um anjo da terra. Porque o meu anjo, que mora no céu, nunca me abandonará.

Um anjo de sorriso fácil e dócil. Um anjo de olhos infinitos.

Um dia chegou até mim, personificado de cirurgião plástico. Aproximou-se devagarinho e seguro, como quem sabe tratar das feridas graves que deixam cicatrizes. Trazia um bisturi e com ele a promessa de que “alisaria” a cicatriz mais profunda que existe no ser humano. Operou, tratou, trilhámos um caminho de 3 anos…um caminho de verdade (senti eu)!

Um dia, numa intervenção repentina, quando a cicatriz inicial estava a perder a fealdade que sempre teve, feriu-me ao lado (com esse mesmo bisturi).
Claramente uma ferida de proporções diferentes daquela que se propôs tratar…mas, mesmo assim, uma ferida profunda, daquelas que deixam cicatrizes!

No mesmo dia, no mesmo mês, 8 anos depois.
Hoje passei um dia no inferno…lá, onde vivem os demónios!
E agora quem me vai ajudar a sarar esta ferida…e a marca que deixará?"

sexta-feira, 3 de julho de 2009

Cartão-de-visita emocional




À medida que vamos "crescendo", assumindo funções, representando papéis na sociedade, e em tantas outras coisas, somos tacitamente convidados cada vez mais a não dizermos isto ou aquilo. Porque não se diz, porque é inconveniente e porque se o fizermos claramente estamos a escolher.

Quem me conhece, sabe da minha eterna dificuldade em "fazer de conta". Numa altura em que à nossa volta verificamos que as pessoas estão a perder a sua identidade devido à confusão que o medo e a perda podem trazer, persisto na minha inconveniência. O que é que nos fára aceitar a humilhação, o ridículo ou mesmo a relação cínico-jocosa?
Nos meus anos de Psicologia (em que pouco estudei, mas julgo ter ainda algumas noções básicas...) explicavam-nos que a dinâmica de poder e de humilhação deriva na maioria dos casos da relação que vivemos com os nossos progenitores.

Ora bem. Numa 1ª análise, nas empresas, na política, nas escolas, nas universidades cada vez mais conhecemos casos de pequenos e grandes ditadores que praticam esta táctica em permanência. Tenho para mim (expressão que adoro), que a geração dos meus pais, tios e avós valorizavam características como o respeito, a honra, a virtude entre outras... as teorias psicológicas que remetem para a nossa origem esta questão, defende ainda que nós somos o que fizeram de nós. Isto é desde logo, para mim, controverso na medida em que trabalha a culpa dos progenitores e permite o motivo aos adultos crescidos.

E "nós" seres autónomos, independentes, supostamente emocional e psicologicamente formados onde estamos?! Não deveríamos fazer parte do que somos?! Desenhar o nosso cartão-de-visita emocional à nossa imagem e saber?! Contrariar e redefinir o que sentimos que é a nossa essência e natureza?!

Qui ça um dia destes possamos passar a entregar um cartão-de-visita emocional. Estaríamos todos mais atentos.