domingo, 8 de março de 2009

Ter paciência.



Aqui é que tudo muda. Não se arranja paciência. Ou se tem ou nem por isso. Eu confesso que tenho pouca e então a vida decidiu arranjar maneira de me obrigar a respeitá-la (à paciência). Há pessoas para quem a paciência é apenas uma parte tranquila da sua personalidade que sempre esteve lá. Como se de uma arrecadação se tratasse, se é preciso vai-se lá buscar. Quem a tem guardada desta forma, também costuma ter calma, aceitação e alguma tranquilidade.

Outras nem na arrecadação, nem em lado nenhum. Até que um dia, a vida por motivos vários decide por nós e com uma força imprevista nos impele a arranjá-la. Geralmente compramo-la em mercados negros, onde só existe em poucas quantidades e a preços exuberantes. Sempre de má qualidade, nunca é totalmente genuína... vem propositadamente alterada para que se consiga distinguir as diferenças.

Na próxima vida, quero vir com "a paciência" na arrecadação. Pode ser?

3 comentários:

  1. Pensando nisso acho que a paciência vai aumentando com os anos... Hoje tenho muita mais do que tinha há 30 anos atrás...

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  2. pois isso dizem que é maturidade... mas essa também é resultado de algum armazenamento...no caso da Cecil sempre teve um bom pedaço na arreacadação! ;)

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  3. O "controlo" também se interliga com a paciência...(digo eu).
    A minha, talvez, venha daí!
    Só que a vida já me pôs à prova, nesse sentido, em dose redobrada!
    E, mesmo aos trambolhões, aguentei-me.

    No entanto, daria tudo para não ter tido essa experiência. Mas nem sempre temos hipótese de escolher as circunstâncias da vida...

    Garantidamente, a idade ajuda.

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