Talvez nem sempre te diga, mas preciso de ti. Do teu colo, da tua voz do teu cheiro. Da tua companhia permanente.
Raras são as vezes em que na vida nos permitimos a olhar para o outro com o devido respeito de um dia ele já não estar ali. O meu pai por exemplo. Tenho saudades da sua voz, do seu riso, do aperto do seu abraço. Deveria ter-lhe dito o triplo das vezes o quanto ele é importante para mim. Sinto claramente que a falta que ele me faz é resultado de alguma turbulência da mulher adulta que hoje sou.
Quando nasceu a minha filha, apenas desejava a minha mãe e a minha irmã por perto. Porque sim, porque as duas à sua maneira são o meu equilíbrio. Preciso delas, todos os dias. De as ouvir, de sentir que através das suas vozes estão bem, ou ansiosas, ou nada disso apenas estão lá. Da Mãe resistente solitária e da mana tolerante e protectora. Preciso disso
Cresci menina autónoma e independente, por vezes meio perdida numa família que cedo (para mim) perdeu uma parte. O mano mais velho, esse Ser ainda incógnito e fascinante que aparentemente não tinha que coabitar comigo. Mas está cá, bem dentro de mim. Preciso dele quando estou em falta com a incapacidade de lidar com partes da vida.
E agora reduzida a um único mano Homem, protector mas com tão difícil abordagem emocional, e sim também preciso tanto dele. Da sua practicidade e análise crítica.
Mas há tanta gente à minha volta que apenas precisa das pessoas com quem trabalha. Que anula a própria família considerando-a como secundária. Gente fantástica que se desfaz em elogios e pertença por pessoas que não conhecem bem ou quase nada. Para estas, é educação. Para mim é desalento. Só precisam afinal do superficial. Ou não.
Preciso de ti, das tuas mãos em mim e de tudo o que representas no meu crescimento. E sempre que não estás cá, assusto-me como uma criança meio perdida mas que a vida obrigou depressa a crescer.
O meu coração sempre me disse que esse homem merecia este "post"...
ResponderEliminarUm xi, amiga
embora as modas ditem o contrário, precisar é muito bonito :)
ResponderEliminarTão aí de dentrooooo... soa-me a hino mas também a apelo... confesso que me preocupa! Vem buscar a minha mão, se precisares dela... Jinho.
ResponderEliminarAmiga do meu coração,
ResponderEliminarDou-te os meus sinceros parabéns por este "post".
Verbalizar o quanto se precisa de alguém é uma tarefa difícil no ser humano ("actual")...e mesmo que o digamos frequentemente, talvez nunca seja o suficiente. Confirmamos isso, quando o outro parte sem retorno!
É como dizes: "olhar para o outro com o devido respeito de um dia ele já não estar ali". Essa é a perspectiva que nos falta enquanto sabemos que está ali, à mão!
Não quer dizer que um dia lá não esteja, mas teremos sempre de ter em conta que as pessoas também são (fisicamente) efémeras.
Sabes o quanto este tema me toca...gostei de te ler numa "escrita de coração, sentida com a alma"!
Fez-me pensar em quem me falta as 24 horas do dia (e faltará sempre!!!) e fez-me pensar em quem me dá colo...
Gosto de ti. Xi-coração.
amigas... por cada uma de vós aqui vai:
ResponderEliminarA. Obrigada pois por ti mais do q ninguém essa frase sai. Valorizar em vida o que precisamos, de quem precisamos
N. precisar é algo q não se fala, hoje não podemos precisar dos outros. Que pena q assim seja...
L. sem preocupações, dizer q faz falta não é drama é apenas verbalizar a emoção. Assustar é estar consciente e isso é bom. Obrigada pela mão... para já só preciso do regresso das dele... :)
Gostei muito!
ResponderEliminarDo teu irmão mais velho não sei se me lembro dele ou se apenas de uma fotografia que existia na sala dos teus pais. E fiquei muito sensibilizada pelo teu outro irmão ido ter comigo quando a minha mãe faleceu.
Beijinhos