segunda-feira, 3 de janeiro de 2011

Olhar de frente



Então vamos lá. Nesta azáfama das festividades, entre o espaço que dedicamos aos outros e o que o sobra para nós, vai uma diferença substancial. Parece que Natal é isso mesmo, ainda que depressa nos coloquemos na posição de cumpridores de rituais e deveres, em prol da verdadeira origem desta festa. Nada de novo.

A perspectiva. Não julgo que seja da idade e/ou maturidade ou falta dela, mas de facto pouco aprendemos. O que damos e recebemos continua a ser na linha do oco e do vazio. Difícil é decidirmos retirar do nosso bem-estar sobejamente conhecido, para algo controverso e desconhecido. Tudo sempre no sítio para que não nos falte nada, na sórdida falta do essencial.

A vontade mudar. Por esta altura, nestes primeiros dias há sempre algo a que proponho a modificar, a não repetir, a melhorar. Eu e mais uns tantos. Uns conseguimos, outros nem por isso … o que leva aos que não conseguem, agarrar com unhas e dentes esta crise que nos invade os comportamentos. E aqui tendemos a regredir ainda mais. A mudança sujeita ao escrutínio do sucesso e/ou insucesso…

Ensinar e dar o exemplo. Apenas agir diferente para que possamos criar gerações com outras competências e valores. (sem juízo de valor) Este sem dúvida da minha experiência pessoal o mais difícil…

As relações. Formais, pessoais, familiares, virtuais. Tudo num bolo quase único onde as pessoas hoje pouco conhecem da linha ténue que separa estas formas de relacionamento. Prosseguem para não parar. Fazer parte ou nem por isso. Como nas empresas.

A vida. É magnífica, reluzente, energizante e com tanto para nos dar se nos propusermos a olhar para ela de frente. E eu espero para 2011 continuar acompanhada (felizmente) por quem também (me) vê assim. 

Votos de um excelente ano 2011