terça-feira, 15 de junho de 2010

um dia



...vou ser assim como tu. vou entender as palavras que dizes e desejar conseguir. um dia, vou ser mãe e entender que afinal nada mudou. um dia, vou ficar criança e ter sempre a liberdade de poder ser, sem mais nada. Um dia vou perder o medo das aranhas e aí vou ser finalmente corajosa.

segunda-feira, 17 de maio de 2010

Vem aí o calor !



*HAPPY*

Faz-me falta o calor. Adoro frio, chuva e uma boa lareira... mas reconheço que este ano faz-me falta o calor, o sol, as temperaturas altas e as janelas abertas à noite...

Fazem-me sorrir.

sexta-feira, 26 de março de 2010

Pronta e em forma !




Hoje ligaram-me do Registo de Dadores de Medula Óssea. Parece que sou uma das potenciais dadoras compatíveis (entre outros) para um doente em Portugal.

Talvez nem seja eu a dadora seleccionada, mas hoje não consigo de deixar de pensar neste doente que concerteza dependerá de quem possa dizer : sim, continuo interessada em ser dadora e estou disposta a avançar com os testes que necessitam.

Não imagino o que será a Vida de alguém depender por um lado, de uma base de dados limitada e por outro da vontade dessa pessoa avançar com o processo.

Talvez esta não seja a a fase em que estou em melhor forma, mas deve ser por mesmo por isso que recebi este telefonema. Ainda assim, e seja qual for o seguimento desta história, vou ficar pronta e em forma. :)

segunda-feira, 22 de março de 2010

Sinais




Não costumo duvidar de mim. São tantas as vezes que conheço não estar certa que acabo por duvidar. A psicologia humana é tramada. Tenho vezes em que a abomino de tão incoerente e verdadeira. Confusão por saber demais, ou diria mesmo desorientação por nada saber. Tudo é tão doloroso, como a permanente noção de nada saber. E a vida continua a ordenar ao teu conhecimento que afinal, nada é certo. Regrides sem sequer saber a origem. E dói esta ausência de sinais.

sexta-feira, 12 de março de 2010

Uffa



Não sei se é uma segunda hipótese sequer... há dias assim, em que vida decide simplesmente dizer-te que continuas. Há outros em que vida nos deixa num vazio de informação e parece que é apenas para te reordenares dentro de ti. Há emoções que desconhecemos de todo quando confrontados com a reacção de perda, de morte, ou simplesmente de uma doença tão comum como o cancro. A vida dá-te tempo para pensar. E isso é o pior. Ainda hoje sinto-me incapaz, impotente e mesmo culpada por não ter estado mais perto de quem muito amava. A nossa memória sofre uma espécie de activação extraordinária numa fase de incógnita sobre o nosso próprio destino. Não valorizamos de facto o que importa e perdemos horas da nossa vida (meio vazia) com o supérfluo e por vezes mesquinho. Ainda assim, é difícil mudar.

Não importa agora. Apenas deixo aqui o que já todos escreveram ou disseram, mas parece que só nos entra no coração quando passamos por lá.

Uffa. É um privilégio ter saúde. Bem-haja.

sexta-feira, 5 de março de 2010

and so it is. "dankashun"



ALTERNATIVA; solidária(twice); Inesquecível; amiga; bruxinha; ÚNICA; impulsionadora; VERDADEIRA; expressiva; garra

terça-feira, 23 de fevereiro de 2010

Era uma vez...




uma história que te li. Talvez tenha sonhado com ela, não me lembro bem. Tinhas 5 anos e uma família grande. Manos, manas, pai, mãe e um animal doméstico. A história era num sótão de lamparina de petróleo com tons avermelhados que dava cor às paredes de madeira. Estávamos todos. Não tínhamos televisão, apenas livros. Havia também botijas de água quente guardada em ferro forjado. E muitos chocolates... e umas escadas.

Era um sótão. Preferido pelas bonecas que lá habitavam e pela Misha Boneca, essa gata que viveu a história. Imaginas que lá tudo fazia sentido, tudo tinha um lugar e ainda que nada estivesse no sítio certo. Mas a protecção estava. Nunca saía do lugar.

Havia tanto nesta história que só mesmo estando lá é que se pode realmente conhecê-la. Enquanto tu a escutas, talvez fiques com uma ideia que será a tua. Todos temos uma história para te ler afinal. E isso é pertença.

Sabes, as histórias às vezes têm bruxas e esta também. A bruxa do medo. Medo de não ser capaz, medo de não saber valorizar, medo do desconhecido futuro. Só que depois... vem a tal Fada, linda, mágica e acaba com a Bruxa escondendo-a onde não a vemos, apenas sabemos que está lá. E pronto, "vitória vitória acabou-se a história!" (L)

Há histórias que são assim, esquisitas de saudades. Agora só falta o cão e o menino. Continuas tu?

quinta-feira, 11 de fevereiro de 2010

Não sou nada mulher



Saber conscientemente que não se pertence ao padrão esperado. Tudo tão actual, não é?


"Eu não sou em muitas coisas, nada mulher; pouco de feminino tenho em quase todas as distracções da minha vida. Todas as ninharias pueris em que as mulheres se comprazem, toda a fina gentileza duns trabalhos em seda e oiro, as rendas, os bordados, a pintura, tudo isso que eu admiro e adoro em todas as mãos de mulher, não se dão bem nas minhas, apenas talhadas para folhear livros que são verdadeiramente os meus mais queridos amigos e os meus inseparáveis companheiros. Zango-me comigo própria, tento fazer qualquer coisa, mas a leveza aérea das sedas, a fluidez ideal das rendas, fazem tremer-me as mãos que não tremem nunca ao folhear os livros que mais fatigam toda a gente, irritam-me e maçam-me a um ponto que tenho de atirar com aquilo tudo para outro regaço mais de mulher, mais cariciante, mais doce e com todas as carícias e doçuras que o meu não teve, não tem e não terá nunca. Que desconsolo ser assim, minha Júlia! Ter apenas paciência para penetrar os arcanos duma alma que se fecha nas páginas dum livro; ter apenas gosto em chorar com António Nobre, pensar com Vítor Hugo, troçar com Fialho de Almeida e rir suavemente, deliciosamente, com uma pontinha de ironia onde às vezes há lágrimas, com Júlio Dantas! Eu não devia ser assim, não é verdade? Mas sou... Tive os melhores professores de tudo na capital do Alentejo (que se são melhores não são bons), de bordados, de pintura, de música, de canto, e afinal sou uma eterna curiosa de livros e alfarrábios, e mais nada. E pensando bem, minha querida, não há tudo isso nos meus livros? Música e canto, bordados e rendas... que delícia e que finura em certos versos... que encanto e que magia em certas frases!... Palpo esses bordados, essa macieza de cetins, beijo esses pontos delicados, essa espuma de rendas, essas brancuras ténues, esses negros chorosos e trágicos, e acho-os melhores, convenço-me que valem mais que os mais valiosos trabalhos em que mãos de princesas descansassem. E muitas vezes surpreendo-me a sorrir com um pouco de ironia e de piedade por todas essas belas coisas, coisas de mulheres tão finas e tão leves como a leviandade... "

Florbela Espanca, in "Correspondência (1916)"

quinta-feira, 28 de janeiro de 2010

quinta-feira, 21 de janeiro de 2010

Aranhices



Esquisitas as teias e o teu não som. Difíceis patas que movem o medo de quem te pressente.
Sempre injusta e inesperada.
Fáceis as formas que deixas ficar na mente de quem por ti passa.
Ainda assim não vences, apenas prendes parte da vida de quem fica.

Ainda estamos a tempo de desmanchar a teia e pisar a aranha. Porque estamos cá.

terça-feira, 12 de janeiro de 2010

5 anos passaram. Incertos.



Há uma estrela lá em cima, que ao lado de muitas outras está hoje diferente. Talvez esta chuva, este frio, este vento abane os céus em jeito de revolta. Há estrelas assim, que nos falam por outras palavras.

Em tempos, pedi-te para olhares para cá e nunca largares a mão de quem te ama. Talvez seja pedir demais, talvez tenhamos que por cá cumprir um papel, um caminho... não sei. Mas não largues essa mão.

Querida J. talvez tenhas ido no tempo certo. Mas parece injusto, incerto, e irreal.

Saudades de ti minha estrelinha de luz. Sabemos que estás perto.

domingo, 10 de janeiro de 2010

Desiquilíbrios...



Estas fases intensas por vezes desequilibram.(me)

Haja quem nos (me) segure.

sexta-feira, 1 de janeiro de 2010

2010 diferente



Não tenho por hábito fazer grandes compromissos comigo quando muda o ano. Não subo para cadeiras, não como passas, não faço desejos. Não acho mesmo que a mudança do ano se reflicta no meu dia-a-dia, gosto mais de festejar datas relevantes da minha vida ou mesmo momentos únicos que acabam por não se repetir.
Acho que sou uma pessoas festiva, mas fujo das festividades de facto...

Este ano, 2010, muita coisa tem de ser diferente. Penso que os 40 que estão aí à porta, são decisivos para as minhas prioridades. Não tem de ser um melhor ano, nem pior (espero) mas tem de ser diferente. Eu tenho de ser diferente. Por mim e pelos que amo.

É difícil conseguirmos concretizar tudo o que desejamos, mas penso que só pode valer a pena se tentarmos. E eu vou tentar. Finalmente.

Diferente para ser mais coerente comigo, e claro, viver melhor e com maior prazer.

O que desejo para 2010 (para todos) é a concretização de parte dos vossos desejos prioritários. E isso penso que já é muito bom, não?