sexta-feira, 27 de novembro de 2009
Remember?
É fascinante as boas memórias que este vídeo me recorda. Lembro-me de desejar ter um Natal assim, lembro-me de querer que o GM fosse meu namorado (NOT!), lembro-me de dançar isto muitas, muitas vezes.
terça-feira, 24 de novembro de 2009
Formatação errada

Não entendo as mensagens da vida. Surgem para baralhar, para abanar ou mesmo simplesmente modificar. Todos vivemos momentos de dúvidas, de emoções ambivalentes, de certezas, de caminhos conhecidos. Uns mais que outros mas todos passamos por lá.
Há quem se zangue, quem agrida, quem simplesmente deixe estar. Outros, em jeito de agressão directa expõem a parte mais íntima e privada que uma pessoa pode ter. Abusadores naturais.
A informação é poder, nem sempre é necessária, mas quando se partilha uma vida não há como evitá-la. E para alguns já é tarde demais. Seria talvez muito mais fácil se a nossa existência fosse menos analítica. Há gente que convive bem sem o pensamento, sem a análise e a contra-análise, mas de facto existem outras pessoas que não vivem assim. Nascemos com um chip comum mas com traços de personalidade tão diversos que em alguns casos a "estranheza" é parte essencial de todos. Uns porque aceitam de mais, outros porque não aceitam nada. A vida é surpreendentemente "carrossélica". E parte de mim também.
terça-feira, 17 de novembro de 2009
Vida cheia

Confesso que tive uma adolescência intensa. Cheia de tudo o que é possível viver-se nessa fase. Comecei cedo, com o privilégio de ser a cassula de 3 irmãos pelo que as portas estavam já abertas para a descoberta... Bastava-me observar e decidir o que escolher. Por vezes copiar apenas ou noutras reinventar. Inventar mesmo.
Não sou de uma família abastada, mas talvez de uma família exigente. Todos teríamos que vencer em qualquer lado. Nem que fosse na expectativa de sermos apenas o que somos, mas sempre com a atitude de Ser. Um avô paterno curioso e “mulherengo” determinou parte do rumo de todos nós... e somos de facto muitos, graças a ele. Este tema daria um grande “ensaio sobre a família nas futuras famílias” mas não é hoje o que me chama aqui.
A adolescência foi para mim, mais que infância o que determinou a mulher de hoje, e isso por vezes não se vê. São raras as vezes que falamos deste periodo na idade adulta, talvez porque nos traga tanta memória que a infância é mais fácil de integrar no adulto. Digo isto porque acho que o adulto escolhe sempre a parte que domina menos de si, para se auto-avaliar ou mesmo revelar. Sou assim, porque alguma coisa se passou algures e onde não me lembro bem. É claro que estou a referir-me a trabalho terapeutico.
Como adulta que sou hoje, e para a prática que esta fase exige, é para mim muito claro que tenho as minhas origens muito direitinhas na minha adolescência. Quando observo a minha filha, e outras filhas que tenho, mesmo que não sejam directamente minhas, arrepio-me quanto ao meu futuro como mãe. E estranhamente fui criada numa liberdade quase irreal para a época e descontextualizada quanto ao meu grupo de amigas. E aqui está a graça desta história. Gosto do que sou e devo-o a quem me permitiu Ser. Ou exigiu, como queiram.
Nos últimos meses, as maravilhas das redes socias virtuais permitiram-me reencontrar grande parte de mim. Os meus amigos de adolescência, alguns tão importantes ou mais que a minha própria família. Outros, controversos mas que hoje na idade adulta essa ligação nos une com o respeito do que fomos e logo somos hoje também.
Ficaria aqui a escrever mais 3 horas sobre este tema... mas apenas deixo o que sinto, nem que seja para me recordarem daqui a 10 anos. Deixem a porta aberta da curiosidade aos vossos filhos(as) adolescentes . Mesmo que isso signifique responsabilizá-los por essa irreverente abertura, dos pais. ;)
Para ti meu grande amigo de Guatemala que hoje me fizeste sorrir.
Para ti, parte de mim, que hoje me fizeste choramingar de emoção.
terça-feira, 10 de novembro de 2009
Preciso de ti
Talvez nem sempre te diga, mas preciso de ti. Do teu colo, da tua voz do teu cheiro. Da tua companhia permanente.
Raras são as vezes em que na vida nos permitimos a olhar para o outro com o devido respeito de um dia ele já não estar ali. O meu pai por exemplo. Tenho saudades da sua voz, do seu riso, do aperto do seu abraço. Deveria ter-lhe dito o triplo das vezes o quanto ele é importante para mim. Sinto claramente que a falta que ele me faz é resultado de alguma turbulência da mulher adulta que hoje sou.
Quando nasceu a minha filha, apenas desejava a minha mãe e a minha irmã por perto. Porque sim, porque as duas à sua maneira são o meu equilíbrio. Preciso delas, todos os dias. De as ouvir, de sentir que através das suas vozes estão bem, ou ansiosas, ou nada disso apenas estão lá. Da Mãe resistente solitária e da mana tolerante e protectora. Preciso disso
Cresci menina autónoma e independente, por vezes meio perdida numa família que cedo (para mim) perdeu uma parte. O mano mais velho, esse Ser ainda incógnito e fascinante que aparentemente não tinha que coabitar comigo. Mas está cá, bem dentro de mim. Preciso dele quando estou em falta com a incapacidade de lidar com partes da vida.
E agora reduzida a um único mano Homem, protector mas com tão difícil abordagem emocional, e sim também preciso tanto dele. Da sua practicidade e análise crítica.
Mas há tanta gente à minha volta que apenas precisa das pessoas com quem trabalha. Que anula a própria família considerando-a como secundária. Gente fantástica que se desfaz em elogios e pertença por pessoas que não conhecem bem ou quase nada. Para estas, é educação. Para mim é desalento. Só precisam afinal do superficial. Ou não.
Preciso de ti, das tuas mãos em mim e de tudo o que representas no meu crescimento. E sempre que não estás cá, assusto-me como uma criança meio perdida mas que a vida obrigou depressa a crescer.