sábado, 31 de outubro de 2009

Há 4 anos...


... aprendi a ser diferente.

Há quatro anos aprendi que não existo sozinha.

Há quatro anos passei a ser vulneravel.

Há quatro anos conheci o amor de uma forma intrínseca e definitiva.

Há quatro deixei de ser o centro do Mundo.


Há quatro passei a ser uma pessoa melhor. Mulher e mãe.

segunda-feira, 26 de outubro de 2009

Substituí-te.



És meu amigo?
Que graça, sempre achei que sim. Mas de facto agora quando me chego bem perto vejo outra côr.

Estiveste sempre aqui? Talvez, mas sempre com cheiro a dever e sem nada de gratuito para devolver. Quantos amigos tens afinal?! 300? 400? e tens corpo para todos? Ah.... estás lá, tens mão. Mesmo que nos dias relevantes o mundo virtual se substitua a ti.

E se te substituis eu também o farei.
Há muito tempo atrás, mas ainda não o sabia.

sexta-feira, 23 de outubro de 2009

segunda-feira, 19 de outubro de 2009

Nada mais a dizer.



Vem aí mais um ano.

Olhamos para esta imagem e é brutalmente desvastadora pela igualdade do percurso. No fundo sentimo-nos sempre diferentes enquanto prosseguimos, mas nesta imagem consigo ver a minha avó, a minha mãe, a minha mana e claro eu mesma. E tantas amigas minhas...

Crescer é uma evolução natural mas cada um pode observá-lo da forma que mais lhe convém. Senão vejamos:

Uma lagarta, sai do seu casulo e surge uma borboleta cheia de cor mas não consegue voar. Está baralhada. Talvez seja em vez de uma lagarta, apenas uma borboleta amedrontada que não quer tentar voar. Durante a crisálida, alguém bateu à porta e era apenas um qualquer facto da vida que inadvertidamente alterou este processo. Já não é uma borboleta, apenas ficou lagarta. Ou lagarto. Os olhares dos outros animais à volta são de reprovação, pois nada conhecem sobre o sucedido e claro, na ignorância, o melhor é rejeitar. Baralhada, mas divertida com tal espanto geral, a borboleta fica simplesmente a observar, sem nunca voar. E pronto, nada a mais a dizer.

Outra lagarta, sai do seu casulo e linda de intensa côr começa imediatamente a voar. O rejubilo é geral e todos as observam no que consideram a realidade maravilhada. Conhecida, quero dizer. E pronto, nada mais a dizer.

Ainda outra lagarta, decide não ser borboleta. Decide ficar assim. Apenas ser o que é, sem processo de transformação. E pronto, nada mais a dizer.


Fascinante, não é? Então que venha mais um ano! E pronto, nada mais a dizer. (smile)

quinta-feira, 8 de outubro de 2009

Ainda sobre o "teu" tema...



"Quem poderá fotografar, registar, tactear o instante em que algo se rompe entre duas pessoas?

Quando aconteceu?
De noite, enquanto dormíamos?
Ao almoço, enquanto comíamos?
Agora, quando vim aqui?
Ou há muito, muito tempo atrás…e apenas não percebemos?

E continuamos a viver, a falar, a beijar-nos, a dormir juntos, a procurar a mão do outro, como bonecos animados que continuam a movimentar-se ruidosamente por um tempo, mesmo quando a mola do seu mecanismo está estragada…
O que posso fazer agora?
Que reflector devo acender para encontrar nessa escuridão, aquele momento único, aquele milésimo de segundo em que algo cessa entre duas pessoas ?”…..

In Divorcio em Buda, Sándor Márai

quarta-feira, 7 de outubro de 2009

A Janela...




Em tempos estudei muito esta imagem e hoje apareceu-me numa pesquisa e acho que devo partilhá-la. Para mim esta análise é fascinante. (em brasileiro...)
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“Para facilitar o entendimento das regras básicas da comunicação interpessoal, Joseph Luft e Harry Inghan idealizaram, em 1961, um diagrama conhecido pelo nome de Janela de Johari, onde através de apenas quatro rectângulos, dispostos de forma de janela, podemos conceituar todo o processo de percepção de um indivíduo em relação a si mesmo e aos outros. Os autores partiram do princípio de que cada um de nós tem (ou pode ter) quatro imagens distintas:

1) Imagem aberta
Você sabe que é o os outros sabem que você é.

2) Imagem secreta
Você sabe que é mas os outros não sabem que você é.

3) Imagem cega
Você não sabe que é mas os outros sabem que você é.

4) Imagem desconhecida
Nem você nem os outros sabem que você é.

A imagem aberta é aquelas que expomos plenamente; nós somos assim e todos sabem que somos assim. É uma espécie de retrato onde nos identificamos imediatamente e todos são capazes de nos identificar.•

A imagem secreta é de difícil percepção pelos demais, seja em razão do nosso propósito em escondê-la, seja pela dificuldade que apresenta para ser decodificada. Esta imagem comporta as taras sexuais e os sentimentos como o da inveja, por exemplo.

A imagem cega é aquela que traduz o lado desconhecido por nós mesmos mas de fácil percepção pelos outros. É caso do "chato"; ele não sabe que é chato mas as pessoas o vêem como tal e não têm a menor dúvida disso.

A imagem desconhecida é a mais complexa de todas, visto que nem nós nem os outros têm acesso a ela dentro dos padrões convencionais de comunicação interpessoal. Normalmente é aquela que encerra nossas potencialidades e todo o complexo mundo do nosso subconsciente.

Considerando que a nossa capacidade de comunicação decorre fundamentalmente da facilidade que oferecemos para a "descodificação" da nossa imagem, entende-se que quanto mais aberta for a nossa imagem, mais interacção pode provocar no meio em que vivemos.

Convém, entretanto, lembrar que as imagens são descodificadas segundo padrões estabelecidos pela sociedade (conceitos). Assim, a imagem aberta será tão mais aberta quanto mais enquadrada estiver dentro de tais conceitos.
Por exemplo: o homem culto - e que sabe que é culto - só será visto como culto se os outros tiverem o mesmo conceito de cultura que ele. E esta regra se aplica em todas as circunstâncias.”