
Não resisto a brincar a com palavra "nós"... a semântica é um desafio... Em tempos escrevi sobre os "nós" apertados, que não são fáceis de deslaçar e condicionam a liberdade do crescimento pessoal...
Esta semana tem sido nuclear nas histórias de filhos com os pais. Em primeiro com a morte do M. Jackson e a postura de seu pai, aparentemente tirano (qual peixe dentro de água!) a dar sinais de total insensibilidade à morte de seu filho... depois com os próprios amigos à minha volta a lidar com os filhos de forma intemperada e brutalmente castradora. Comigo enquanto mãe (às vezes "solteira" ;) ) sem paciência para me dedicar como gostaria... enfim com a minha própria vivência que deriva de uma família estonteantemente emocional.
Descobri, que nós raras vezes olhamos para a história da pessoa que nos acompanha, caindo sempre num erro repetido por gerações que passa por achar que o outro "É" qualquer coisa.
Mas não, não "é", transformou-se.
Algures num programa de tv, um cirurgião plástico estrondosamente conhecido, retirado da sua família e da pobreza em criança, e com um igual ódio de morte ao seu pai pelos maus tratos, decide encontrar-se com ele passados 35 de ausência deliberada. O encontro é brutal, pois o choro e medo são constantes. Mas durante este processo (em jeito de resumo) o filho pergunta-lhe como era a relação dele com o seu pai. Este responde, que todos os dias o pai (avô do cirurgião) lhe batia várias vezes ao dia. O cirurgião fica esterreado e pergunta - é por isso que me batias? Não há resposta, só lágrimas de arrependimento e perdão. Num momento de clara lucidez e maturidade emocional, o filho afirma:
- OK... já entendi. O teu pai foi um monstro contigo, tu foste um monstro comigo, talvez um pouco melhor... eu espero não ser um monstro, de todo, para o meu filho e com sorte o meu filho já vai estar curado desta doença com os filhos dele.
São precisas gerações inteiras, para que superemos tantos “nós” e tantas marcas que nos deixam e que nós deixamos nos outros… boas e más. Vale a pena não esquecer isto.
Esta semana tem sido nuclear nas histórias de filhos com os pais. Em primeiro com a morte do M. Jackson e a postura de seu pai, aparentemente tirano (qual peixe dentro de água!) a dar sinais de total insensibilidade à morte de seu filho... depois com os próprios amigos à minha volta a lidar com os filhos de forma intemperada e brutalmente castradora. Comigo enquanto mãe (às vezes "solteira" ;) ) sem paciência para me dedicar como gostaria... enfim com a minha própria vivência que deriva de uma família estonteantemente emocional.
Descobri, que nós raras vezes olhamos para a história da pessoa que nos acompanha, caindo sempre num erro repetido por gerações que passa por achar que o outro "É" qualquer coisa.
Mas não, não "é", transformou-se.
Algures num programa de tv, um cirurgião plástico estrondosamente conhecido, retirado da sua família e da pobreza em criança, e com um igual ódio de morte ao seu pai pelos maus tratos, decide encontrar-se com ele passados 35 de ausência deliberada. O encontro é brutal, pois o choro e medo são constantes. Mas durante este processo (em jeito de resumo) o filho pergunta-lhe como era a relação dele com o seu pai. Este responde, que todos os dias o pai (avô do cirurgião) lhe batia várias vezes ao dia. O cirurgião fica esterreado e pergunta - é por isso que me batias? Não há resposta, só lágrimas de arrependimento e perdão. Num momento de clara lucidez e maturidade emocional, o filho afirma:
- OK... já entendi. O teu pai foi um monstro contigo, tu foste um monstro comigo, talvez um pouco melhor... eu espero não ser um monstro, de todo, para o meu filho e com sorte o meu filho já vai estar curado desta doença com os filhos dele.
São precisas gerações inteiras, para que superemos tantos “nós” e tantas marcas que nos deixam e que nós deixamos nos outros… boas e más. Vale a pena não esquecer isto.


